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Movimentos, discussões, debates, divergências de opiniões, emoções à flor da pele, indignações, sentimentos de abandono, isolamentos, raivas, atropelos, bloqueio na comunicação… Mas o que significa tudo isto? Simplesmente representa uma gestão baseada em conflitos infrutíferos, onde a relação perde-perde é muito valorizada. Então, é possível estabelecer uma relação ganha-ganha na busca dos objetivos? Sem muitos feridos na relação? Para o alívio de todos a resposta é sim, é possível…

Os líderes vivem situações de “saia justa” continuamente. Em seu dia a dia, eles experimentam diversas questões em que muitas das vezes manter o controle emocional é extremamente difícil e desgastante.

Liderar é a arte de gerir pessoas, suas necessidades e também os seus interesses. Os líderes precisam encontrar o caminho do meio, ou seja, atender às necessidades de seu time, valorizar e extrair seu potencial, bem como atender às expectativas da empresa e gerar os resultados esperados. Isto tudo pode estressar, desgastar, manchar os relacionamentos no ambiente corporativo, dependendo da maneira com que é trabalhado. Uma vez chamuscado um relacionamento, todo o processo de comunicação estará prejudicado.

Gerir conflitos é justamente ter o controle emocional para administrar as diferenças de objetivos e interesses entre as pessoas de uma empresa ou qualquer outro grupo social.

Diante disso, a grande “sacada” é fazer a liderança entender que nenhuma situação resolve-se com a “cabeça quente”, que não se toma uma decisão “no calor da emoção”. É necessário e de extrema relevância desenvolver a chamada “escuta ativa”, ou seja, buscar o máximo de informação possível a cerca de um fato; ouvir sempre as duas versões; esfriar a cabeça. Somente a partir daí um líder estará apto ou mais bem preparado para decidir diante de uma situação conflitante. Simples, não é? Claro que não. Gerir conflitos requer treino. É uma prática diária e contínua. É um ato de autopoliciamento e disciplina contínua.

gestão de conflitos 1

O conflito é positivo ou negativo?

Depende da maneira com que se encara o conflito. O pensamento que ponho na mesa de discussão é de que todo conflito pode ser uma oportunidade de aprimoramento e desenvolvimento. O conflito saudável leva à crítica, que leva ao movimento, que gera o exercício da criatividade e que promove a inovação ou a reinvenção de alguma situação organizacional.

Apesar de muitas vezes desagradável, o conflito não é um “bicho de sete cabeças” ao desenvolvimento dos times, como muitos imaginam. Pelo contrário: pode ser funcional à equipe e evitar a estagnação, a própria zona de conforto, sendo fonte de ideias novas e permitindo a expressão e a exploração de diferentes pontos de vista, de interesses e de valores. Saber lidar com a situação é que define se o momento será prejudicial ou benéfico aos integrantes, exigindo técnica e conhecimento por parte de cada líder.

É importante saber tirar proveito da situação e transformar de toda e qualquer dificuldade em oportunidade de crescimento!

Pensem nisso!