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Segundo Idalberto Chiavenato (1999): “a motivação é o desejo de exercer altos níveis de esforço em direção a
determinados objetivos organizacionais, condicionados pela capacidade de satisfazer objetivos individuais. A
motivação depende da direção (objetivos), força e intensidade do comportamento (esforço) e duração e
persistência.

Uma necessidade significa uma carência interna da pessoa e que cria um estado de tensão no organismo. Daí o
ciclo motivacional. As teorias de conteúdo da motivação procuram dar uma visão geral das necessidades.
Dentre elas, a teoria da hierarquia das necessidades aponta para necessidades fisiológicas, de segurança,
sociais, de estima e de auto-realização.”

Idalberto Chiavenato, cita ainda que: “a liderança é um processo chave em todas as organizações. O
administrador deveria ser um líder para lidar com as pessoas que trabalham com ele. A liderança é uma forma
de influência. A influência é uma transação interpessoal em que uma pessoa age para modificar ou provocar o
comportamento de outra pessoa, de maneira intencional.” (Chiavenato, 1999:553-627)

Existem três diferentes abordagens teóricas a respeito da liderança.

São elas:

Teoria de traços de personalidade: sintetizam as características de personalidade possuídas pelo líder, tais como: inteligência, otimismo, empatia, flexibilidade, comunicabilidade, perspicácia, entusiasmo, criatividade etc. ;

Teoria sobre estilos de liderança: são as maneiras e estilos de se comportar adotados pelo líder: autocracia, liberalismo e democracia;

Teoria situacionais de liderança: é o modo de como adequar o comportamento do líder às circunstâncias da situação.

 

Motivação e liderança1

O que Significa Realmente a Motivação?
Quem é responsável pela motivação das pessoas dentro de um ambiente organizacional? Deve ser a própria
pessoa que deve se auto-abastecer de motivação pessoal ou a motivação é uma função gerencial?

Chiavenato sugere a segunda colocação. Argumenta que a motivação está contida dentro das próprias pessoas e pode ser amplamente influenciada por fontes externas ao indivíduo ou pelo seu próprio trabalho na empresa.
O gerente deve saber como extrair do ambiente de trabalho as condições externas para elevar a satisfação
profissional.

Lendo Stephen P. Robbins, fica evidente a função do gerente de motivar o colaborador. Isto fica evidenciado na
colocação em que os colaboradores tem necessidades diferentes e portanto, não devem ser tratados da mesma
forma. Devem ser estabelecidas metas e dados os respectivos feedback sobre seu progresso. Os colaboradores
devem participar de decisões que os afetem, com o objetivo de motivá-los a aumentar a produtividade, o
compromisso de trabalhar metas, a motivação e a satisfação do colaborador no trabalho.

É importante também vincular recompensas a desempenho, pois se os indivíduos perceberem essa relação
como baixa, os resultados serão: baixo desempenho, diminuição na satisfação no trabalho e aumento nas
estatísticas de rotatividade e absenteísmo.
O terreno da motivação é ainda muito nebuloso. Apesar da enorme quantidade de pesquisas sobre a motivação
não existe ainda conclusões cientificamente corretas sobre o assunto.

As empresas querem colaboradores motivados, mas não sabem como motivá-los.

De um lado, porque ainda não se sabe distinguir entre o que é causa e o que é efeito no comportamento
motivado. E também não se descobriu se o comportamento é causado por fatores intrínsecos ou extrínsecos ao
indivíduo ou ao grupo. As diferenças entre as pessoas dificultam enormemente a definição de parâmetros
universais que as empresas possam utilizar para motivar as pessoas em igualdade de condições. Há sempre um
componente subjetivo na motivação que provoca uma enorme complicação. A motivação funciona como um
dinamizador, um impulsionador do comportamento humano.

Muitos gerentes rotulam como preguiçosos colaboradores que parecem não ter motivação.
Segundo Stephen P. Robbins (1998) isto não é verdade. “A motivação é o resultado da interação entre o
indivíduo e a situação.” (Robbins, 1998:109-121)

Conclui que para formar o conceito de motivação, devemos ter em mente que o nível de motivação varia tanto entre indivíduos quanto para indivíduos em tempos diferentes. Assim, motivação é definida como a vontade de empregar altos níveis de esforço em direção a metas organizacionais, condicionada pela capacidade do esforço de satisfazer alguma necessidade do indivíduo.

A motivação existe dentro das pessoas e se dinamiza através das necessidades humanas. Todas as pessoas
têm suas necessidades próprias, que podem ser chamadas de desejos, aspirações, objetivos individuais ou
motivos. Certas necessidades são basicamente semelhantes quanto à maneira pela qual fazem as pessoas
organizarem seu comportamento para obter satisfação.