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A motivação e a busca por resultados surpreendentes

 

Motivação 1

A motivação é uma força interior que se modifica a cada momento durante toda a vida, onde direciona e intensifica os objetivos de um indivíduo. Dessa forma, quando dizemos que a motivação é algo interior, ou seja, que está dentro de cada pessoa de forma particular erramos em dizer que alguém nos motiva ou desmotiva, pois ninguém é capaz de fazê-lo. Existem pessoas que pregam a auto-motivação, mas tal termo é erroneamente empregado, já que a motivação é uma força intrínseca, ou seja, interior e o emprego desse prefixo deve ser descartado.

Segundo Abraham Maslow, o homem se motiva quando suas necessidades são todas supridas de forma hierárquica. Maslow organiza tais necessidades da seguinte forma:

– Auto-realização
– Auto-estima
– Sociais
– Segurança
– Fisiológicas

Tais necessidades devem ser supridas primeiramente no alicerce das necessidades escritas, ou seja, as necessidades fisiológicas são as iniciantes do processo motivacional, porém, cada indivíduo pode sentir necessidades acima das que está executando ou abaixo, o que quer dizer que o processo não é engessado, e sim flexível.

Para Frederick Herzberg, a motivação é alcançada através de dois fatores:

Fatores higiênicos que são estímulos externos que melhoram o desempenho e a ação de indivíduos, mas que não consegue motivá-los.

Fatores motivacionais que são internos, ou seja, são sentimentos gerados dentro de cada indivíduo a partir do reconhecimento e da auto-realização gerada através de seus atos.

Já David McClelland identificou três necessidades que seriam pontos-chave para a motivação: poder, afiliação e realização. Para McClelland, tais necessidades são “secundárias”, são adquiridas ao longo da vida, mas que trazem prestígio, status e outras sensações que o ser humano gosta de sentir.

Diante da competitividade contemporânea nos diversos mercados globais e regionais, torna-se imperativo a profissionalização das empresas, compreende-las como um negócio é estar atento à rentabilidade do capital aplicado pelos sócios de um empreendimento.

É impossível gerenciar profissionalmente qualquer negócio sem estar atento aos índices financeiros deste negócio, é preciso analisar a lucratividade, a rentabilidade, a eficácia do giro do capital na operação das empresas, sua liquidez, sua capacidade de gerar caixa, seu ciclo financeiro, todos esses índices são fundamentais para orientar a estratégia principal de maneira efetiva.

Além de estar atento aos aspectos econômicos e financeiros das empresas, é fundamental voltar um olhar reflexivo para o meio que gera esses diversos resultados, ou seja, é preciso observar e agir com eficácia na gestão das pessoas e dos processos organizacionais. Equipe organizada, talentos motivados, empresa lucrativa e rentável, essa deveria ser a relação entre a correta gestão de pessoas e os resultados das empresas.

Para iniciar essa reflexão, é preciso entender os significados de motivação, liderança, e resultados econômicos.

MOTIVAÇÃO

As empresas precisam do comprometimento de seus funcionários, precisam de energia, alegria, vivacidade para permanecerem com alto desempenho, atendendo bem os clientes, fidelizando através do entusiasmo, realizando suas atividades com produtividade e zelo. As pessoas que fazem parte de uma empresa devem se sentir realizadas ao iniciar seus trabalhos, passam boa parte de seu tempo dentro das empresas, por isso é fundamental sentirem-se confortáveis em seu ambiente, e motivadas para agirem da melhor forma.

Stoner (1999, p. 322) conceitua motivação como: “Os fatores que provocam, canalizam e sustentam o comportamento do indivíduo.” Assim ele define motivação como um conjunto de fatores, mas Vianna (1999, p. 9) já caracteriza a ação de motivar como “[…] colocar o combustível mais poderoso dentro do cérebro dos seres humanos que fazem parte de nossa equipe.” Logo a motivação é um conjunto de fatores que dão suporte à ação de determinado indivíduo e é necessário despertar esses fatores nas pessoas que integram a equipe de trabalho, para que elas possam atuar motivadas, produtivas e satisfeitas.

LIDERANÇA

As empresas precisam de líderes capazes de organizar suas equipes, se relacionar de maneira eficiente com seus funcionários e com o mercado, um líder com visão holística e estratégica que busque fazer a diferença necessária para a conquista de bons resultados.

Para Stoner (1999, p. 344) liderança é: “O processo de dirigir e influenciar as atividades relacionadas às tarefas dos membros de um grupo.” Chiavenato (2000, p. 134) enfatiza que o líder “[…] precisa conhecer a natureza humana e saber conduzir as pessoas”.

Se a motivação é a energia que as pessoas necessitam para serem mais produtivas e satisfeitas em seu ambiente de trabalho, é basilar a presença de lideranças capazes de fomentar de alguma forma essa energia, seja através do exemplo ou de ações mais direcionadas aos seus liderados, o líder é responsável por influenciar e buscar os resultados junto a sua equipe.

RESULTADOS

Resultados, quando se analisa uma empresa como um investimento, são, principalmente, a lucratividade da operação e a rentabilidade do capital investido pelos sócios. Não basta analisar o lucro de uma empresa, se este lucro não remunera adequadamente o capital investido pelos sócios, por isso torna-se fundamental a análise da lucratividade juntamente à análise da rentabilidade que esse lucro proporciona ao investimento dos sócios, Hoji (2004, p. 21) afirma que:

Para a Administração Financeira, o objetivo econômico das empresas é a maximização de seu valor de mercado, pois dessa forma estará sendo aumentada a riqueza de seus proprietários.

Além desses dois indicadores econômicos, é necessário analisar também a capacidade de gerar caixa da empresa, pois de nada adianta uma empresa ter altos lucros econômicos, se não gera caixa para fomentar o capital de giro e o fluxo de caixa da empresa, afinal lucro econômico não paga as contas no fim do mês. Pensando dessa forma, Martelanc (2005, p. 12) afirma que:

As empresas não são entes acumuladores de bens ou ativos imobilizados, tampouco máquinas registradoras de lucros contábeis. Na verdade, são máquinas de gerar dinheiro. Somente a capacidade de gerar fluxo de caixa no futuro lhes confere valor.

Portanto os resultados de uma empresa são mensurados pela lucratividade de sua operação, que deve gerar rentabilidade adequada ao capital investido pelos sócios, e gerar caixa de fato para a empresa.

O GESTOR FINANCEIRO

Em um contexto em que se fala em visão sistêmica e holística, administração estratégica, responsabilidade social, as funções de um gestor financeiro vão além de simples números, para HOJI (2004, p. 25) as funções típicas de um gestor financeiro são: “a. análise, planejamento e controle financeiro; b. tomadas de decisões de investimentos; c. tomadas de decisões de financiamentos.” Mas além dessas funções típicas, o gestor financeiro deve analisar a empresa além dos números para tomar decisões mais complexas, que vão além da lógica fria dos números.

Assaf Neto (2008, p. 34) diz que:

A crescente complexidade do mundo dos negócios determinou, ainda, que o responsável pela área financeira desenvolvesse uma visão mais integrativa da empresa e de seu relacionamento com o ambiente externo.

Outra característica do gestor financeiro moderno é a pesquisa e busca incessante de diagnóstico e soluções inovadoras para novos problemas, a análise financeira não pode mais ser conduzida de forma reativa, sem investigar os problemas a fundo, para Assaf Neto (2008, p. 34):

São fundamentais no contexto moderno a identificação e o entendimento das causas de determinado comportamento operacional, e não somente a mensuração dos valores registrados e dos efeitos produzidos pelos fatos financeiros.

Visão integrativa e atitude proativa, essas são as características do novo gestor financeiro, que deve conhecer as áreas complementares a sua, como gestão de pessoas, produção, marketing, vendas, deve estar apto a liderar, trabalhar em equipe e influenciar de forma positiva seu ambiente, buscando a auto-motivação e a motivação de seus pares

MOTIVAÇÃO, LIDERANÇA E RESULTADOS

Empresas que buscam resultados econômicos e financeiros não devem perder de vista o nível de liderança e motivação de seus funcionários, esses são combustíveis primordiais para alcançar esses resultados, Carlos Alberto Júlio (2002) ilustra essa idéia com o exemplo do Jack Welch, ex-presidente da General Eletric, ele diz que Welch:

[…] apareceria na preferência de empresas do mundo inteiro. Afinal, quando presidente da General Eletric, Welch provocou um aumento de 30 vezes no valor de mercado da empresa, transformando-a na mais valiosa do mundo.

Mas essa preferência não seria conquistada apenas pelo imenso sucesso econômico e financeiro que sua empresa realizou durante sua passagem como presidente da empresa, mas sim pela sua capacidade de liderar e motivar as pessoas para as ações que geram esse sucesso empresarial. Benis (2002, p. 32) afirma que:

Welch entende que sua tarefa é escutar idéias para disseminá-las, expô-las a seus funcionários e compará-las com os modelos de diferentes papéis. Na prática, ele tem necessidade de desenvolver somente três atividades dentro da organização, embora sejam tarefas essenciais: seleção de pessoal, alocação dos recursos e difusão das idéias que têm força.

Portanto liderança e motivação estão intimamente ligadas à geração de resultados econômicos e financeiros para as empresas, são pilares fundamentais à sustentação das ações das empresas, afinal as empresas são feitas de pessoas, e as pessoas são as responsáveis por gerar resultados para as empresas.